
No dia 23 de fevereiro, as turmas do 7.ºA e do 7.ºD, numa atividade integrada na Semana Línguas, não esqueceram o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto. Por isso, realizaram na aula de Oficina da Comunicação "O Tribunal do Direitos Humanos". De um lado, tivemos a acusação, contra os direitos humanos, do outro lado a defesa dos direitos humanos. Apresentadas e ouvidas acusação e defesa, os senhores doutores juízes apresentaram a sua sentença:
"Excelentíssimos alunos,
Depois de ouvirmos atentamente os argumentos apresentados, é importante recordar um princípio essencial: os direitos humanos não são uma opção, não são um privilégio, não são uma concessão que possa ser retirada conforme conveniência. São a base da dignidade humana.
Desde a adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Organização das Nações Unidas em 1948, o mundo assumiu um compromisso coletivo: reconhecer que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Este compromisso surgiu após um dos períodos mais sombrios da história, marcado pela Segunda Guerra Mundial, quando milhões de vidas foram destruídas precisamente porque esses direitos não foram respeitados.
Os direitos humanos são fundamentais porque protegem aquilo que nos torna humanos: a liberdade de pensar, de falar, de escolher; o direito à vida, à educação, à segurança, à igualdade perante a lei. Sem eles, prevalece a lei do mais forte. Sem eles, as diferenças tornam-se motivo de exclusão, perseguição e violência.
Nos dias de hoje, em que enfrentamos desafios globais — conflitos armados, crises humanitárias, desigualdades sociais e avanços tecnológicos que levantam novas questões éticas — os direitos humanos são mais necessários do que nunca. Eles funcionam como um limite ao abuso de poder e como uma garantia de proteção para cada indivíduo, independentemente da sua nacionalidade, género, religião, origem ou opinião.
Afirmar que os direitos humanos são obrigatórios para todos não é apenas uma posição jurídica; é uma posição moral. Estados, instituições e cidadãos partilham a responsabilidade de os respeitar, proteger e promover. Não há exceções baseadas em conveniência política, interesse económico ou maioria circunstancial.
Assim, este tribunal reafirma que os direitos humanos são universais, intransmissíveis e indivisíveis. São o alicerce de qualquer sociedade justa, democrática e pacífica. Negá-los a alguém é enfraquecê-los para todos.
Que esta decisão sirva como um compromisso renovado: defender os direitos humanos não é uma escolha — é um dever. Hoje, mais do que nunca!"
Alunos do 7.ºA e do 7.ºD