Visita à Fábrica da Ciência

JIVermoim26

No dia 22 de janeiro, as crianças do JI de Vermoim, no âmbito das atividades educativas, realizaram uma visita de estudo à Fábrica de Ciência Viva de Aveiro. Esta visita permitiu vivenciar diferentes experiências de caráter cientifico, de forma lúdica e participativa.
Uma das atividades decorreu na “Barriga do caracol – história com ciência, ” que serviu de ponto de partida para uma abordagem muito prática sobre a propagação da luz, experienciada com o periscópio, e ainda a visualização das células do coração através do microscópio, o que despertou a curiosidade e imaginação.
Na outra atividade, “No laboratório da cozinha”, puderam manipular diversos ingredientes e perceber o que podia ser feito quando se juntam, observando as transformações que iam acontecendo. Com esta experiência, as crianças fizeram biscoitos com formas geométricas relacionando a ciência com a matemática e o quotidiano.
Foi uma visita de estudo muito interessante e enriquecedora que proporcionou momentos de aprendizagem, descoberta e entusiasmo a todos os participantes.

 

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Decorreu no passado mês de junho, à noite, na Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, a tertúlia “Ambiente e Multiculturalidade na obra de
Ferreira de Castro”, promovida pelo Agrupamento de Escolas e pelo Centro de Estudos homónimos.
O evento, moderado por Mário Luís Ferreira (professor do Agrupamento de Escolas e coordenador do Plano Nacional das Artes naquele estabelecimento de ensino) e por Carlos Castro (presidente do Centro de Estudos), propôs uma reflexão alargada sobre desafios contemporâneos, com especial ênfase nas questões do ambiente e da multiculturalidade.
Com a obra de Ferreira de Castro como pano de fundo, a conversa decorreu em ambiente informal e intimista, contando ativamente com a participação das pessoas presentes que, através das suas perspetivas, apresentaram diversos olhares sobre a sociedade atual, discorrendo sobre receios, desilusões, desejos e esperanças.
Assim, o debate passou por questões relacionadas com o aquecimento global, conflitos bélicos, diversidade cultural, imigração e emigração, bem como o papel da
educação na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, tendo sido analisadas as camadas local, nacional e internacional.


Na discussão sobre a multiculturalidade, ficou igualmente vincado que o escritor oliveirense amava Portugal, mas, sobretudo, amava toda a humanidade, transpondo fronteiras geográficas, sociais, culturais, étnicas ou quaisquer outras. O sentido multicultural e humanista de Ferreira de Castro permanece, pois, como resposta aos desafios atuais.
Conforme destacou Mário Luís Ferreira, para Ferreira de Castro “o homem ocidental não é superior ao homem oriental, não é superior ao homem africano, não é
superior ao homem sul africano, cada um tem as suas especificidades e cada um tem o seu valor e cada um deve ser respeitado”.
Por sua vez, Carlos Castro sublinhou o poder de influência dos interesses económicos e o seu impacto na desregulação da sociedade e do mundo, lembrando que
a pobreza não acaba porque há interesses na sua manutenção. Esta iniciativa pretendeu homenagear o escritor Ferreira de Castro, assinalando o
seu aniversário (29 de junho de 1974), e serviu de encerramento à exposição “Ambiente e Multiculturalidade”, a qual inspirou o tema da tertúlia.
A mostra, patente entre os dias 6 e 28 de junho, na Biblioteca Municipal, resultou de trabalhos de artes visuais realizados por crianças e jovens de todos os níveis
de ensino do agrupamento de escolas Ferreira de Castro, numa iniciativa desenvolvida no âmbito do Plano Nacional das Artes.

(Créditos: fotos, Biblioteca Municipal de Oliveira de Azeméis, texto Cátia Cardoso)

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