INFORMAÇÃO GERAL SOBRE PROVAS E EXAMES

ANO LETIVO 2025/2026


 

Adultos do Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro visitam o “Coração da Europa”

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Entre os dias 28 de fevereiro e 5 de março, um grupo de 8 adultos, acompanhados de 2 professores/formadores do Centro Qualifica da Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro, Oliveira de Azeméis, viajou até Bruxelas, no âmbito do projeto Erasmus+ Project KA122‐ADU‐000287903 – Setor Adultos.
A participação neste projeto permitiu aos participantes o conhecimento das instituições europeias, nomeadamente a sede da União Europeia, o que foi importante para todos, mas também para 5 dos aprendentes provenientes de outro continente e atualmente residentes na Europa. Do programa para o dia 2 de março constava o encontro com a eurodeputada Dra. Marta Temido, na sede do Parlamento Europeu, e ainda a visita ao Museu da História da Europa. O principal objetivo era compreender o funcionamento das instituições europeias e o impacto das decisões de Bruxelas no quotidiano dos cidadãos.
A visita ao "coração da Europa" permitiu aos participantes conhecer mais de perto as políticas de coesão, bem como o futuro da educação e da saúde no espaço comunitário. Durante o encontro, os adultos colocaram questões, demonstraram preocupações e surpreenderam-se com as respostas claras e francas da eurodeputada portuguesa, que salientou não ter soluções, mas fazer parte da tomada de decisões para uma Europa mais unida e onde possa reinar a paz. Marta Temido destacou a importância da aprendizagem ao longo da vida para o fortalecimento da cidadania europeia.
Ao longo destes dias, o grupo, heterogéneo (4 portugueses, 1 espanhola, 1 colombiana e 4 venezuelanos), mas bastante unido e divertido, embrenhou-se nas ruas de Bruxelas, sempre com passos firmes, visitou museus como o do Chocolate e o da Cerveja, espaços culturais como o Atomium, a Catedral de São Miguel e Santa Gúdula, as Galerias Reais de Saint Hubert, apreciou a arte urbana, presente em cada esquina, calcorreou parques e praças, como a Grand-Place, o parque Cinquantenaire e o Mont des Arts, a estátua do Manneken Pis e ainda a variante do cão.
Este projeto reforça a dimensão internacional e inclusiva do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro, aproximando de forma ativa os alunos de Oliveira de Azeméis dos centros de decisão global.

O Ouro do Barroco: Alunos descobrem os segredos da Talha Dourada em dia de História Viva

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No passado dia 27 de fevereiro, a sede do Agrupamento de Escolas de Ferreira de Castro recebeu um workshop dedicado ao tema “Talha Dourada no contexto do Barroco (sécs. XVII-XVIII)”, uma iniciativa integrada no programa da disciplina de História do 8.º ano. Esta atividade, dinamizada pelo Professor Miguel Marques, visou aprofundar o conhecimento dos alunos sobre o Barroco, com especial destaque para a arquitetura, escultura e pintura deste período.
O evento contou com a colaboração do Centro de Formação Profissional da Indústria das Madeiras e do Mobiliário (CFPIMM), representado pela Eng.ª Alexandra Costa, pelo Formador Sérgio Lourenço e por vários alunos daquela instituição, que trouxeram ao espaço escolar a sua experiência técnica e artística. Todos os materiais necessários ao desenvolvimento da atividade foram assegurados pelo CFPIMM, em articulação com o Professor Miguel Marques, garantindo assim as melhores condições para uma experiência prática e enriquecedora.
Durante o workshop, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer de perto a técnica da talha dourada, uma expressão artística emblemática do Barroco português, caracterizada pela escultura em madeira posteriormente revestida por uma fina película de ouro. Esta arte, que atingiu o seu auge em Portugal entre 1690 e 1790, foi fundamental para a decoração de igrejas e capelas, tornando-se um verdadeiro fenómeno nacional e um símbolo do esplendor artístico da época.
A atividade decorreu na sala 1 e foi um sucesso junto de toda a comunidade educativa. Os alunos mostraram grande entusiasmo e interesse, participando ativamente nas demonstrações e esclarecendo dúvidas sobre os processos artísticos envolvidos. Também os professores presentes elogiaram a iniciativa, destacando o seu valor pedagógico e a importância de aproximar o ensino das artes à prática e ao saber-fazer tradicional.
Este workshop reforçou a ligação entre a escola e instituições externas, promovendo a partilha de saberes e valorizando o património artístico nacional, ao mesmo tempo que proporcionou aos alunos uma experiência única e memorável no âmbito do estudo do Barroco.

Exposição “Era uma vez… A Selva”

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Por iniciativa do Plano Nacional das Artes (PNA) e integrado no seu Projeto Cultural de Escola (PCE), subordinado no corrente ano letivo ao tema “Ambiente e Multiculturalidade na Obra de Ferreira de Castro”, em colaboração com a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, apresenta-se à comunidade escolar uma exposição de tábuas pintadas pelo artista plástico José Emídio, criadas para ilustrar a obra “Era uma vez… A Selva”, da autoria do Professor de Português deste Agrupamento, José Carlos Soares, uma recriação juvenil da obra-prima de Ferreira de Castro, «A Selva».

José Maria Ferreira de Castro escreveu sobre a sua passagem pela Selva Amazónica, quando jovem adolescente, a seguinte frase lapidar: “Eu devia este livro a essa majestade verde, soberba e enigmática, que é a selva amazónica, pelo muito que nela sofri durante os primeiros anos da minha adolescência e pela coragem que me deu para o resto da vida.”

Este conjunto de obras ilustra de forma impressiva o percurso do pequeno José Maria que, aos doze anos, se lança na travessia do Atlântico em busca de um mundo de esperança que rapidamente se desmorona perante a dura realidade que o espera: é enviado para a selva amazónica e aí experiencia e testemunha as desumanas condições de trabalho de todos aqueles que, escravizados, viviam miseravelmente até perecerem.

Resgatou-o dessa sorte o facto de saber ler e escrever, permitindo-lhe ser recrutado para o serviço de contabilidade do armazém da roça “O Paraíso”, onde de imediato constatou a riqueza diariamente acumulada por um patrão que pagava miseravelmente aos seus trabalhadores. Aí pôde constatar que os problemas do Homem são universais, repetindo-se em todas as geografias.

Tão duras circunstâncias acabariam por moldar definitivamente os valores humanistas e de solidariedade perante o próximo que exprimiria, doravante, numa obra iniciada no meio de enormes dificuldades, embora tenha alcançado mais tarde excecional reconhecimento: foi durante longos anos o mais traduzido dos autores portugueses e indicado por duas vezes ao Prémio Nobel de Literatura.

Esta exposição pretende reforçar a visibilidade do nosso Patrono e dos seus valores, enquanto referência maior deste Agrupamento, constituindo-se igualmente como indutora à reflexão de todos os seus alunos, que vão ser convidados a elaborar trabalhos plásticos sobre este tema.

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No dia 2 de maio, logo pela manhã, os alunos dos 10º A, B, C e 5 alunas do 10º F, da Escola Secundária Ferreira de Castro, acompanhados dos seus professores Alexandra Esteves, Ângela Costa, Carla Mariano, Manuel Alberto, Paula Catela e Paulo Gião partiram rumo à exploração de Montalegre e do Parque Nacional Peneda Gerês.


Durante o período da manhã o grupo visitou o Ecomuseu do Barroso e o Castelo de Montalegre. Algumas opiniões dos alunos:
“O museu retrata bem aquilo que Montalegre tem de melhor. Quadros bem pintados, acessórios característicos das pessoas da terra, trajes típicos da região, utensílios, sementes e comidas tradicionais. A palestra com vídeo da região foi agradável e elucidativa.


“Foi muito bom subir percorrer o castelo e subir à Torre de Menagem e à Torre Furada pois ficámos a conhecer mais da história do castelo que foi construído a uma altitude de 980 metros acima do nível do mar no topo de um monte granítico. Além disso, a Torre de Menagem é um miradouro de excelência para a Serra do Gerês, mas também para as vizinhas terras da Galiza.
O castelo, de planta quadrada, datado do séc. XIII, é constituído por quatro torres ligadas entre si por muralhas imponentes e em cujo centro está uma ampla praça de armas. A cisterna existente nesta praça é extremamente profunda, forrada de cantaria, destinada a conter milhões de pipas de águas pluviais. À sede não parece possível que a guarnição viesse a render-se em caso de cerco por mais duradouro que fosse!”

Após a necessária e desejada pausa para o repasto no belíssimo Parque das Merendas, e com as forças já retemperadas, eis-los rumando em direção à Barragem do Alto do Rabagão. Lá um técnico da EDP explicou o funcionamento da barragem, mas pouco se pode observar da mesma no espaço exterior, tanto era o vento que fazia com que os pés se levantassem do chão.
O fim de tarde e início de noite foi passado em grande camaradagem com muitos jogos de Uno.


Na manhã seguinte o tempo continuou a não ajudar, pelo que não foi possível fazer a caminhada pelo Gerês para melhor conhecer a sua geologia, geomorfologia e biodiversidade. Estas ficaram-se a conhecer através de vídeos e de uma palestra, bem como pela visita ao Núcleo Museológico do Campo do Gerês. Os alunos estiveram muito atentos às explicações do guia, e o que mais os impressionou foi a maqueta dinâmica da Serra do Gerês com a falha geológica do Gerês-Lobios (Espanha). Esta falha após a formação do Pangeia levou a uma fraturação tardia que cortou e deslocou os granitos da região. A falha possui uma direção NNE-SSW, sendo responsável pela deslocação dos vales dos rios Cávado e Homem e pelas nascentes termais da Vila do Gerês e do rio Caldo (Espanha). Saber que as águas quentes que hoje emergem infiltraram-se há 900 -1000 anos foi surpreendente!


À tarde visitou-se as Caldas do Gerês onde emergem as águas básicas e sulfurosas, com cerca de 50ªC. A maioria dos alunos não aprovou o sabor das mesmas…
As águas infiltram-se devido à permeabilidade de tipo fissural, conferida pela falha, acrescida devido à presença de numerosos filões de quartzo transversais ao acidente principal. A ascensão é facilitada pela barreira hidrogeológica criada por filões de rocha básica alterada o que confere propriedades importantes a estas águas, que têm indicações terapêuticas para doenças dos sistemas circulatório e digestivo, bem como para doenças metabólico-endócrinas, reumáticas e músculo-esqueléticas.


As condições climatéricas não ajudaram, mas mesmo assim os alunos classificaram a visita de estudo como muito boa a excelente, referindo que foi interessante e permitiu realizar e/ou consolidar aprendizagens.

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