Mobilidade Erasmus + no Agrupamento Escolas Ferreira de Castro

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Entre os dias 13 e 19 de abril, o Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro promoveu uma experiência de internacionalização marcante. Ao abrigo do projeto Erasmus+ (KA121-SCH-000330610), um grupo de 15 alunos do 12.º ano e dois professores viajaram até à cidade de Vänersborg, na Suécia, numa mobilidade subordinada aos temas da Democracia, Instituições Democráticas e valores da Cidadania Europeia

O Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro, fiel à sua visão de internacionalização e ao compromisso com o crescimento integral dos seus alunos, promoveu recentemente uma mobilidade europeia de excelência. O projeto envolveu 15 alunos do 12.º ano, dos Cursos Científico-Humanísticos, acompanhados pelos professores Maria do Rosário Martins e Mário Matos, numa jornada de cinco dias marcada pela intensa partilha e aprendizagem.
O programa visou promover o desenvolvimento pessoal dos alunos, reforçar a identidade europeia e aprofundar o conhecimento sobre os sistemas democráticos e as suas instituições, incluindo a análise comparativa dos índices de corrupção nos dois países, assim como o conhecimento dos hábitos culturais suecos e ainda a partilha de saberes firmados pela participação em atividades letivas e em mesas redondas promovidas pelos anfitriões.
Entre as diversas atividades levadas a cabo, destacam-se, em Estocolmo, a visita ao Parlamento Sueco, onde os alunos dialogaram com o deputado Jonathan Svensson compreendendo o funcionamento da democracia parlamentar nórdica. Visitaram ainda a delegação sueca da Transparency Internacional, o que lhes permitiu analisar os mecanismos de combate à corrupção e os índices de integridade pública, servindo de base para um estudo comparativo entre as realidades portuguesa e sueca. Para além disso, na Casa da Cultura, os alunos participaram num dinâmico role play simulando uma sessão do Parlamento Jovem, exercitando competências de debate e argumentação. Em Vänersborg, os alunos participaram em círculos de discussão sobre temas cruciais da atualidade, como o combate às fake news, os desafios da juventude e a análise comparativa dos índices de corrupção entre Portugal e a Suécia. Finalmente, em Gotemburgo, puderam contactar com o pulsar cultural e o dinamismo urbano de uma das principais metrópoles suecas, aprofundando o conhecimento sobre a realidade social e cultural do país.
A imersão foi total graças ao acolhimento das famílias suecas, que receberam os alunos com grande responsabilidade e afeto. Esta proximidade permitiu aos jovens reconhecer as diferenças culturais, mas, acima de tudo, celebrar os valores comuns que nos unem enquanto cidadãos europeus. Estas são experiências que desafiam alunos e professores a sair da sua zona de conforto e criam oportunidades únicas para formar cidadãos preparados para um mundo global e multicultural.
Este intercâmbio revelou-se profundamente enriquecedor, deixando marcas duradouras em todos os intervenientes, tanto ao nível académico como pessoal.
A comunidade educativa — alunos, pais e professores — expressa o seu profundo agradecimento ao Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro, em especial à sua Diretora, Elisabete Tavares, por viabilizar e apoiar esta experiência tão transformadora.

Agrupamento Ferreira de Castro distinguido com o Selo Escola eTwinning

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O Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro conquistou o Selo de Escola eTwinning, um reconhecimento da União Europeia pela excelência no ensino inovador e colaborativo.

O sucesso desta distinção deve-se ao forte empenho dos professores de todos os níveis de ensino — do Pré-Escolar ao Secundário — que integraram projetos europeus no dia a dia das turmas.

O que significa este selo? Mais do que um prémio, este galardão certifica o Agrupamento como uma referência europeia em inovação pedagógica, segurança digital e trabalho colaborativo, colocando a escola na vanguarda da educação internacional.

Parabéns a todos os professores eTwinners do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro!

Esta conquista é o reflexo direto da vossa dedicação e espírito de equipa. Ao abrirem as portas das vossas salas de aula à Europa, estão a dar aos vossos alunos ferramentas que vão muito além dos livros: o espírito crítico, a colaboração e a cidadania digital. É este tipo de compromisso que transforma uma escola comum numa referência internacional.

Os Mentores,
Carla Terra e Mário Matos


 

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No dia 2 de maio, logo pela manhã, os alunos dos 10º A, B, C e 5 alunas do 10º F, da Escola Secundária Ferreira de Castro, acompanhados dos seus professores Alexandra Esteves, Ângela Costa, Carla Mariano, Manuel Alberto, Paula Catela e Paulo Gião partiram rumo à exploração de Montalegre e do Parque Nacional Peneda Gerês.


Durante o período da manhã o grupo visitou o Ecomuseu do Barroso e o Castelo de Montalegre. Algumas opiniões dos alunos:
“O museu retrata bem aquilo que Montalegre tem de melhor. Quadros bem pintados, acessórios característicos das pessoas da terra, trajes típicos da região, utensílios, sementes e comidas tradicionais. A palestra com vídeo da região foi agradável e elucidativa.


“Foi muito bom subir percorrer o castelo e subir à Torre de Menagem e à Torre Furada pois ficámos a conhecer mais da história do castelo que foi construído a uma altitude de 980 metros acima do nível do mar no topo de um monte granítico. Além disso, a Torre de Menagem é um miradouro de excelência para a Serra do Gerês, mas também para as vizinhas terras da Galiza.
O castelo, de planta quadrada, datado do séc. XIII, é constituído por quatro torres ligadas entre si por muralhas imponentes e em cujo centro está uma ampla praça de armas. A cisterna existente nesta praça é extremamente profunda, forrada de cantaria, destinada a conter milhões de pipas de águas pluviais. À sede não parece possível que a guarnição viesse a render-se em caso de cerco por mais duradouro que fosse!”

Após a necessária e desejada pausa para o repasto no belíssimo Parque das Merendas, e com as forças já retemperadas, eis-los rumando em direção à Barragem do Alto do Rabagão. Lá um técnico da EDP explicou o funcionamento da barragem, mas pouco se pode observar da mesma no espaço exterior, tanto era o vento que fazia com que os pés se levantassem do chão.
O fim de tarde e início de noite foi passado em grande camaradagem com muitos jogos de Uno.


Na manhã seguinte o tempo continuou a não ajudar, pelo que não foi possível fazer a caminhada pelo Gerês para melhor conhecer a sua geologia, geomorfologia e biodiversidade. Estas ficaram-se a conhecer através de vídeos e de uma palestra, bem como pela visita ao Núcleo Museológico do Campo do Gerês. Os alunos estiveram muito atentos às explicações do guia, e o que mais os impressionou foi a maqueta dinâmica da Serra do Gerês com a falha geológica do Gerês-Lobios (Espanha). Esta falha após a formação do Pangeia levou a uma fraturação tardia que cortou e deslocou os granitos da região. A falha possui uma direção NNE-SSW, sendo responsável pela deslocação dos vales dos rios Cávado e Homem e pelas nascentes termais da Vila do Gerês e do rio Caldo (Espanha). Saber que as águas quentes que hoje emergem infiltraram-se há 900 -1000 anos foi surpreendente!


À tarde visitou-se as Caldas do Gerês onde emergem as águas básicas e sulfurosas, com cerca de 50ªC. A maioria dos alunos não aprovou o sabor das mesmas…
As águas infiltram-se devido à permeabilidade de tipo fissural, conferida pela falha, acrescida devido à presença de numerosos filões de quartzo transversais ao acidente principal. A ascensão é facilitada pela barreira hidrogeológica criada por filões de rocha básica alterada o que confere propriedades importantes a estas águas, que têm indicações terapêuticas para doenças dos sistemas circulatório e digestivo, bem como para doenças metabólico-endócrinas, reumáticas e músculo-esqueléticas.


As condições climatéricas não ajudaram, mas mesmo assim os alunos classificaram a visita de estudo como muito boa a excelente, referindo que foi interessante e permitiu realizar e/ou consolidar aprendizagens.

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