A memorable journey to London

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During the first week of September, between the 4th and the 9th, the 11th grade students of Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro had the amazing opportunity to visit some of London's most iconic attractions and places. They were accompanied by their teachers Ângela Costa, Isabel Moutinho, Júlia Lopes, and Marta Pinho.

On their first day, after leaving their luggage at the hotel, they learned how to take the underground and headed to the Madame Tussauds Museum. There, they were excited to see wax replicas of various people ranging from actors to musicians, the British Royal Family, Princess Diana and iconic movie characters and franchises. In the evening, they experienced an amazing musical theatre production of Mamma Mia! by the theatre company Delfont Mackintosh Theatres.

During the morning of the second day, they visited the Natural History Museum and the Science Museum. Some students even got to visit the Victoria and Albert Museum, had that been their preference. All three museums offered an enriching experience, allowing the students to expand their scientific vocabulary in a fun, entertaining way. During the afternoon they walked around London, visiting parks, Buckingham Palace and the Big Ben. In the evening, they explored Piccadilly Circus and Chinatown freely, enhancing their conversational English.

On the third day, and arguably the most tiring day, they walked around Camden Town during the morning, learning more about the local culture and, in the afternoon, they had the opportunity to walk the Millennium Bridge and see St.Paul's Cathedral and the Shakespeare's Globe as well as the Tate Modern Museum. After dinner, they observed the London Eye and the Big Ben at night with their lights lit up, taking in the beautiful view.

During the fourth day, in the morning, they saw the Tower Bridge before travelling to Greenwich and, during the afternoon they saw a breathtaking view of London while inside the London Eye. After what felt like a couple of minutes in the London Eye they visited the London Dungeon, an immersive story-driven horror experience that left some excited and some scared to continue the journey inside. After leaving, they visited the famous Leake Street Arches, observing various graffiti.

During what should have been their last day, the students visited the British Museum and the Covent Garden Market. Some students also visited the National Art Gallery, expanding their knowledge on art from the 13th to the 20th century. After lunch, they headed towards the airport to catch their flight and, upon arriving at the check-in, found out that their flight had been cancelled. After tiring hours of waiting they discovered that they would have to spend the night at the Gatwick Airport until their flight in the afternoon of the following day. The night was unforgiving as the students and teachers slept on the cold floor of the airport, barely having any news about their situation.

Overall, even though they had that problem at the airport and walked a lot during the day, this was an enriching and fun experience, where the students had the opportunity to learn more about a different culture and country as well as practice their English skills and make new friends through an experience that a textbook could never provide. It was a remarkable experience that they will always remember and cherish.


Tatiana Borges 12.º A

CANDIDATURA A BOLSA DE MÉRITO

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No dia 18 de outubro, um dia extremamente ventoso, mas em que a chuva esperou que a saída de campo estivesse a terminar, os alunos dos 10º B e C da Escola Secundária Ferreira de Castro, com os professores Teresa Valente, Marco Ferreira (em substituição da prof. Alexandra Esteves), Fernanda Gomes e La-Salete Ribas, deslocaram-se à região de Arouca para observar alguns dos 41 geossítios (sítios de interesse geológico) que fazem parte do seu geoparque, o qual inclui um singular e valioso Património Geológico.
 
Logo pela manhã o grupo partiu do parque de campismo do Merujal até Albergaria da Serra, debaixo de um vento poderoso que fez uma limpeza de pele facial magnífica, procurando interpretar a formação daquela paisagem e conhecer um pouco mais sobre a riqueza biológica existente. Ao longo de 1,7 km de extensão, foram observados diversos tipos de habitats terrestres (pinhal, matos, bosquetes de carvalhal) e dulçaquícolas (ribeiras e turfeiras), terminando próximo do geossítio Frecha da Mizarela. Neste percurso, quando se calcorrea a montanha, onde a areia granítica surge aos nossos pés, pode-se observar um diversificado conjunto de paisagens características das áreas graníticas, tais como o “caos de blocos”, os relevos e associadas a estas, surgem ainda as curiosas formas graníticas (blocos zoomórficos, fissuração poligonal, pias...). De Albergaria da Serra, acompanhados pelo murmúrio das águas que identifica a proximidade ao vale do rio Caima, caracteristicamente apertado na região granítica, o grupo foi até à Frecha da Mizarela. Neste local foi possível observar um fenómeno de erosão diferencial provocada pelo rio Caima que, ao passar de uma zona de granitos para outra de xistos, origina um desnível acentuado de 70m. No leito do rio atesta-se a força humana, em tempos ancestrais, para tirar partido das águas.

Em seguida, bem próximo da Frecha da Mizarela pode observar-se o contacto nítido entre os metassedimentos ante-ordovícicos e o granito da Serra da Freita, segundo uma direção aproximada NW-SE e sub-verticalizado, e onde se encontra grande abundância de cristais de estaurolite que podem atingir dimensões de vários centímetros, o que evidencia a existência de metamorfismo regional na origem das rochas que os contêm.

Momentaneamente abrigados do vento o autocarro levou o grupo até ao Miradouro do Detrelo da Malhada, um dos miradouros mais bonitos de Portugal. A infraestrutura de apoio à observação que aqui encontra assenta sobre rochas de caráter «xistento», praticamente verticalizadas, como se fossem muralhas protetoras da serra da Freita. A encosta norte da Serra da Freita é daqui bem visível com os diferentes níveis de erosão, que comprovam o movimento de deslocação dos blocos, que elevaram esta montanha. Dele é possível ver praticamente todo o Arouca Geopark e em dias de boa visibilidade até se consegue avistar o oceano Atlântico e as montanhas do Gerês. Além disso, num dia como este, foi possível ter a perceção única da força do vento que quase arranca os pés do chão de um qualquer ser humano.

O almoço decorreu no Parque de Campismo do Merujal, localizado em pleno planalto da Serra da Freita e constituiu um momento de bom convívio.
Dali partiu-se para a aldeia da Castanheira com o objetivo do observar as famosas “Pedras Parideiras”. No caminho visitou-se campo de dobras da Castanheira, nas rochas mais antigas do Arouca Geopark. Estas formaram-se há mais de 500 milhões de anos nas profundezas de um mar antigo no hemisfério sul. Há cerca de 350 milhões de anos, os continentes de então começaram a juntar-se para formarem o supercontinente Pangeia e este processo originou a Orogenia Varisca que provocou o metamorfismo dos sedimentos, originando as rochas xistentas e metagrauvacoides e o seu consequente dobramento. As rochas intensamente dobradas que aqui são uma espécie de fotografia da formação dessas montanhas antigas, semelhante à atual Cordilheira dos Andes, sendo a Serra da Freita apenas um pequeno resquício das suas raízes, já muito erodidas. Nesta região ocorrem ainda inúmeros filões de quartzo.

Mais à frente observou-se o plutonito de Castanheira (granito nodular) e os nódulos, de forma discoidal e biconvexa, que integram um “núcleo” de composição granítica (quartzo e feldspato) envolvido por camadas de biotite; estes nódulos destacam-se facilmente da rocha deixando nela o seu molde forrado pela biotite; os nódulos estão dispersos pela rocha, podendo alcançar 15 cm de comprimento e o fenómeno de separação da rocha, por ação dos agentes erosivos, é conhecido por “pedras parideiras”, a “pedra que pare pedra”.

Já com a chuva a acariciar o autocarro, avançou-se até ao icónico Radar Meteorológico de Arouca, o radar mais fotogénico de Portugal, pois, mesmo sem subir à torre, com os pés assentes no Pico do Gralheiro, já se está a mais de 1000 metros de altitude. A vista sobre o planalto da Freita é soberba mesmo com a chuva a tentar escondê-la. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) não poderia ter escolhido melhor local para instalar o terceiro radar da sua rede. O edifício, de forma curiosa, apresenta um piso panorâmico (o 10.º), onde a paisagem que se avista deixa de ser soberba e passa a ser verdadeiramente avassaladora.

A viagem de regresso à Escola, no calor do autocarro, pautou-se por muita euforia!

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